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De todas as coisas infinitas que o Fer me deu, uma das melhores é um sobrinho: o Dedé, agora com sete anos, por quem sou completamente, absurdamente, irremediavelmente apaixonada - e devo dizer, orgulhosa, que minha paixão é correspondida.
Abaixo, o registro de uma cena protagonizada por ele há dois anos:
.
- Mãe, a gente é rico ou pobre?
- A gente não é pobre não, André...
- Então rico a gente também não é!
- Não, André. A gente não é rico mesmo, mas nós temos tudo que precisamos.
- Tá, mas como faz pra ser rico, mãe? Demora muito?
- Demora sim, André. E tem que trabalhar muito...
- Quanto precisa pra ser rico? Precisa de muito dinheiro? Mais do que tá na minha poupança?
- Precisa de mais sim, Dedé. Mas você não tem que...
- Eu tenho mais 66 centavos em moeda aqui! Serve?
(alguns segundos depois)
- Mãe! Eu tenho pressa de ser rico...

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Estou viciada nestes contadores de visitas do blog. Se a pessoa entra aqui, por exemplo, de Miami usando o computador de determinada empresa, eles avisam. Se viajou para São Paulo e entra usando um iPad, eles detectam também. É bom saber quem está aqui sempre. Tem os que nunca me viram e passam a gostar de mim pelo que eu posto. Tem os que me odeiam sem nunca ter me visto e entram pra tentar me conhecer (sempre mulheres, porque mulher é expert em não ver e não gostar de outra mulher, que coisa). E tem a grande maioria, que já gosta de mim e vem dizer "oi" e fazer companhia. Eu adoro a tecnologia. E adoro que haja vida por trás dela. Obrigada, contadores de visita! I love you!
"Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são demais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total". Tem Lacan pra estudar, mas G. Rosa não tá deixando.