Pular para o conteúdo principal

O homem público no. 1 (Antologia)

Ana Cristina Cesar

Tarde aprendi

bom mesmo

é dar a alma como lavada.

Não há razão

para conservar

este fiapo de noite velha.

Que significa isso?

Há uma fita

que vai sendo cortada

deixando uma sombra

no papel.

Discursos detonam.

Não sou eu que estou ali

de roupa escura

sorrindo ou fingindo

ouvir.

No entanto

também escrevi coisas assim,

para pessoas que nem sei mais

quem são,

de uma doçura

venenosa

de tão funda.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

"Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são demais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total". Tem Lacan pra estudar, mas G. Rosa não tá deixando.
Estou viciada nestes contadores de visitas do blog. Se a pessoa entra aqui, por exemplo, de Miami usando o computador de determinada empresa, eles avisam. Se viajou para São Paulo e entra usando um iPad, eles detectam também. É bom saber quem está aqui sempre. Tem os que nunca me viram e passam a gostar de mim pelo que eu posto. Tem os que me odeiam sem nunca ter me visto e entram pra tentar me conhecer (sempre mulheres, porque mulher é expert em não ver e não gostar de outra mulher, que coisa). E tem a grande maioria, que já gosta de mim e vem dizer "oi" e fazer companhia. Eu adoro a tecnologia. E adoro que haja vida por trás dela. Obrigada, contadores de visita! I love you!