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Vento

Manoel de Barros

 

Se a gente jogar uma pedra no vento

Ele nem olha para trás.

Se a gente atacar o vento com uma enxada

Ele nem sai sangue da bunda.

Ele não dói nada.

Vento não tem tripa.

Se a gente enfiar uma faca no vento

Ele nem faz ui.

A gente estudou no Colégio que vento é o ar em movimento.

E que ar em movimento é vento.

Eu quis implantar uma costela no vento.

A costela não parava nem.

Hoje eu tasquei uma pedra no organismo do vento.

Depois me ensinaram que vento não tem organismo.

Fiquei estudado.

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Estou viciada nestes contadores de visitas do blog. Se a pessoa entra aqui, por exemplo, de Miami usando o computador de determinada empresa, eles avisam. Se viajou para São Paulo e entra usando um iPad, eles detectam também. É bom saber quem está aqui sempre. Tem os que nunca me viram e passam a gostar de mim pelo que eu posto. Tem os que me odeiam sem nunca ter me visto e entram pra tentar me conhecer (sempre mulheres, porque mulher é expert em não ver e não gostar de outra mulher, que coisa). E tem a grande maioria, que já gosta de mim e vem dizer "oi" e fazer companhia. Eu adoro a tecnologia. E adoro que haja vida por trás dela. Obrigada, contadores de visita! I love you!
"Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são demais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total". Tem Lacan pra estudar, mas G. Rosa não tá deixando.