23.5.07

Das utopias
Mário Quintana

Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!

13.5.07

Meu último post me rendeu a declaração de amor mais linda do mundo.
Te amo, Fer.
.
"Se se ama alguém com muita força, amam-se também todas as coisas que pertencem a essa pessoa, as roupas que ela porta e, ainda mais, seu rosto, suas mãos e todas as partes de seu corpo. Sempre desejamos ter tudo dela; uma parte para fazê-la também parte de nós mesmos, ou seja, eu poderia devorar por amor.
(citado por Havellock Ellis)

O tic-tac;
Os primeiros cabelos, pequetitos, quando a testa acaba;
A sandália que anda sozinha;
Os pés esticados, quando espreguiça;
O Esquilo;
A mão com pinta!;
A mão sem pinta! (Tem de todos os estilos);
As costas;
Ah, as costas!;
O colo;
O palm-top;
O NARIZ!!!;
A biblioteca, "gigantesca", vários armários ocupados;
Os pitorescos estilos de dança;
A gargalhada;
A gargalhada delícia e que contagia;
A gargalhada que me mata de saudades;
O humor;
A inteligência;
Quando a calma aparece;
Quando a ira cede e a razão desponta;
Quando abre os olhos de manhã e dá um tchau;
O sorriso com a cara amassada de tanto dormir;
A cabeça encostada no meu peito;
A mãozinha que não para de fazer carinho;
As coxas...;
O sapato que o ex deu - mas ele teve bom gosto mesmo;
O colar que eu dei - com muito mais bom gosto;
O queixo tremendo quando ela chora;
O olho molhado, com os cílios colados;
O sorriso quando ela me vê chegar e apressa o passo pra me abraçar mais rápido;
Meu passo apertado, meu peito apertado, pra abraçar mais rápido.

Eu poderia devorar por amor".

9.5.07

Se se ama alguém com muita força, amam-se também todas as coisas que pertencem a essa pessoa, as roupas que ela porta e, ainda mais, seu rosto, suas mãos e todas as partes de seu corpo. Sempre desejamos ter tudo dela; uma parte para fazê-la também parte de nós mesmos, ou seja, eu poderia devorar por amor.

(citado por Havellock Ellis)

7.5.07

Belo Belo
Manuel Bandeira

Belo belo minha bela
Tenho tudo que não quero
Não tenho nada que quero
Não quero óculos nem tosse
Nem obrigação de voto
Quero Quero
Quero a solidão dos píncaros
A água da fonte escondida
A rosa que floresceu
Sobre a escarpa inacessível
A luz da primeira estrela
Piscando no lusco-fusco
Quero quero
Quero dar a volta ao mundo
Só num navio de vela
Quero rever Pernambuco
Quero ver Bagdad e Cusco
Quero quero
Quero o moreno de Estela
Quero a brancura de Elisa
Quero a saliva de Bela
Quero as sardas de Adalgisa
Quero quero tanta coisa
Belo belo
Mas basta de lero-lero
Vida noves fora zero