30.4.11

Que a gente siga assustando as pessoas que não merecem se encantar. Que a gente siga afugentando quem não merece ficar. Que a gente siga!
Tati Bernardi
That's it, I quit
I'm moving on.

19.4.11

www.opintinho.com.br

Deleuze. Nerdices sobre o amor.
Extrait du film "L'Abécédaire de Gilles Deleuze".

17.4.11

Eu, Tatai e Ana (representada, na foto, pelo melhor pedaço dela, o Matheus).
Amor.

6.4.11

Ah, a paixão enlouquecida das mulheres pela atual do ex.

5.4.11

Saiu no Estadão e vi no Twitter do Milen.
Gente, não é piada. Eu juro.

Fashion Kids reúne ''socialitezinhas''
Para entender melhor o público que frequenta - e adora - o Fashion Weekend Kids, desfile infantil que está em sua 12.ª edição, apresenta 11 marcas e termina hoje no Shopping Iguatemi, o Estado conversou com três mães e uma tia na elitizada plateia: as empresárias Sandra Mussi, de 39 anos, mãe de Carolina, de 8; Renata Galvão, de 24, de Larissa Flávia, de 8; a advogada Carla Rocha, de 39, mãe de Helora, de 5; a administradora Sofia Menano, de 42, tia de Mariana, de 9.

As meninas desfilaram?
Sandra: A Carol sempre desfila. E todo ano sai no Glamurama (coluna social eletrônica).

Mas ela sabe do que se trata?
Sandra: Uma criança de 3 anos sabe.

Como era na sua época?
Sofia: A gente nem sonhava.
Sandra: Eu, com 10 anos, mal falava, pensavam que eu era gaga. A Carol, com 8, já foi 4 vezes à Disney. Ela é aquela ali (apontando) de blusa cinza de babado e saia de chamois (o traje, diz a mãe, custou R$ 500).

Vocês acham que as meninas sabem discernir as grifes?
Todas: As infantis, sim.
Sandra: A minha filha quer óculos Chanel, Prada. A gente gosta de coisa boa, eles aprendem.
Carla: Se meu marido ouve isso, tem um surto.

Por quê?
Carla: Ele pensa diferente.
Sandra: Ele é intelectual (risos gerais).
Sofia: A criança deveria ser criança por mais tempo.

Sua sobrinha gosta de grife?
Sofia (apontando para a bolsinha Givenchy branca da menina): O que você acha?

Ela sabe dizer o nome?
Sofia: Claro!
Sandra: Sabe o que eu acho? Se a gente comprasse na C&A, na Riachuelo, elas não estariam tão antenadas. Eu não imagino minha filha colocando uma roupa da Renner nem para dormir.
Renata: Espero que elas consigam manter esse padrão.
Sofia: Elas guardam dinheiro.

Pra quê?
As três (rindo muito): Comprar uma Chanel, um Dior.
Sandra: Elas não querem mais bufê infantil. Querem ir para Paris.
Renata: A minha foi para Disney no ano passado, vai de novo e, no ano que vem, quer Paris. Vamos levá-la à Eurodisney.
Sandra: A Carol faz coleção de Torre Eiffel.

Compram na muito Disney?
Renata (ri): Fomos com duas malas, voltamos com cinco.

Será que na escola existe uma "alta sociedade infantil"?
Todas: Sim, claro.
Renata: No ano passado, teve até uma polêmica. Quase todas as crianças tinham ido à Disney. Como fazer com as que não foram?
Sandra: A Carol foi pela primeira vez aos 3 anos.

Os pais têm responsabilidade sobre os valores da criança?
Todas: Total!!
Renata: Eu sou muito simples. Meu marido está em Las Vegas, mas ninguém precisa saber, entende? Eu, em Santos (ela mora lá), dirijo um Vectra. As pessoas pensam: "A Renata comprou um imóvel de R$ 2 milhões e anda de Vectra!"
Sandra: No último aniversário, o presente que a Carol mais gostou foi um forninho de pizza de plástico que custa R$ 20.
Renata: Vou comprar um SUV, mas porque tive um problema de coluna, hérnia de disco, e o Vectra é muito baixo.

O que quer dizer SUV?
Carla (fecha o olho para ver se lembra, vai até o marido e volta): Sport Utility Vehicle
"You make me want to be a better man", do filme "Melhor é impossível"



- Você está ótimo! Quer dançar?
- Eu estava pensando justamente nisso antes de você falar.
- E?
- Não... eu não entendo este lugar. Eles me fazem ter que comprar uma roupa nova e deixam você usar esse vestidinho. Eu não entendo. (ela se levanta para ir embora, ofendida). O que? Onde você está indo? Por que? Não foi o que eu quis dizer. Sente-se. Você pode continuar me olhando desse jeito terrível, mas sente-se.
- Me faz um elogio, Melvin. Eu preciso de um. Você não tem idéia do quanto o que você acabou de falar me magoou.
- No momento exato em que a pessoa percebe que precisa de você, ela ameaça ir embora!
- Um elogio é algo legal sobre alguém... agora ou nunca!
- Ok. (ansioso).
- E seja honesto!
- (ainda ansioso) Podemos fazer o pedido antes?
- Ok.
- (para o garçom:) Dois pratos de caranguejo e uma jarra de cerveja gelada. (para ela:) Assado ou frito?
- Frito.
- (para o garçom:) Um assado e um frito. Ok. Eu tenho um grande elogio pra te fazer e é honesto!
- Estou morrendo de medo de que você diga algo horrível.
- Não seja pessimista, não é seu estilo. Ok, aqui vai - obviamente, um erro. Eu tenho esta… como direi… doença? Meu médico, o psiquiatra que eu costumava visitar o tempo todo, disse que em 50 ou 60% dos casos um comprimido realmente ajuda. Eu *O-D-E-I-O* comprimidos. São muito perigosos, os comprimidos. Odeio. Eu estou usando a palavra *O-D-E-I-O* aqui, sobre os comprimidos. Odeio. O meu elogio é: naquela noite, depois que você foi lá em casa e disse que nunca mais… bem, você estava lá, sabe o que disse. Meu elogio para você é: na manhã seguinte, eu comecei a tomar os comprimidos.
- Não entendi muito bem como isso é um elogio a mim.
- Você me faz querer ser um homem melhor.
- (Atordoada) Este é talvez o melhor elogio que já escutei na vida.
- ... bem, talvez eu tenha exagerado um pouco, pois me esforcei para evitar que você fosse embora.
Não é uma dor, é mais um outro sentimento que eu não sei o nome. Sim, as coisas andaram, sim, o tempo ajeita tudo. Mas o meu 5 de abril ainda é diferente do das outras pessoas. E talvez seja pra sempre.

(Esse vazio tão cheio).

3.4.11

Liz aos 24.

A Lea T. nasceu Leandro, filho do jogador de futebol Toninho Cerezo, e hoje faz sucesso fora do País como modelo. O meio do futebol não é exatamente o mais compreensivo pra esse tipo de escolha. E Cerezo escreveu este mês sobre o filho transexual para uma revista feminina.
Neste caso, coragem deve ser de família.


Dois filhos em um
Toninho Cerezo

Qual pai um dia não pensou desta maneira? Como seria bom se existisse um manual completo, que ensinasse e orientasse como ser pai em todas as etapas da vida dos filhos!
Por mais que existam livros, manuais, conselhos bem-intencionados, a grande verdade é que exercer a paternidade vai muito além de conselhos e teorias. Todos sabem que cabe á paternidade uma parcela da responsabilidade de cuidar, educar, proteger e preparar os filhos para o ingresso na sociedade.
Mas a alma humana é muito complexa, e estamos bem longe de saber tudo o que esse ser mutante chamado Homem é capaz de fazer, querer e ser...
Meu menino, minha menina pra sempre, eternamente, os dois serão meus.
Ainda no ventre, Leandro foi um filho esperado e amado. Na sua infância, seu sorriso doce e os cabelos cacheados não me indicavam qualquer tendência, era apenas uma criança, era apenas meu filho.
Com o passar dos anos e a chegada da adolescência, conheci, na intimidade e nos momentos que passamos juntos, seu jeito diferente - a clara ausência de predileção por brincadeiras masculinas. Percebi interesse por assuntos ligados à arte e ao universo feminino.
Por conta da minha formação familiar ter sido baseada em respeito, cresci em um ambiente livre e pude escolher jogar futebol e viver apenas com meus dons no campo. Como não tive o tão sonhado manual, "Como criar filhos", criei os meus igualmente livres também para as suas escolhas, sem cobranças nem imposições.
Apesar de notar as diferenças, percebi também que nada poderia fazer, e tudo o que poderia dar a ela/ele era o meu amor incondicional, a segurança, o conforto e a certeza de que, em qualquer circunstância, por mais que longe, eu estaria sempre ao seu lado.
Em alguma entrevista, Lea disse que a única coisa que gostaria de ter aprendido no futebol eram as embaixadinhas (veja só!), e que até tentou aprender, mas não foi muito bem-sucedida.
Sei que trabalho em um ambiente teoricamente machista, mas nunca houve influência nem espaço para cobranças, apenas dei oportunidade de estar comigo caso quisesse.
Pode ser que eu tenha sido negligente como pai, mas não há motivo para frustrações. Não podemos ser bons em tudo. E você Lea T. Cerezo, sabe muito mais que embaixadinhas. teve coragem de, elegantemente, tentar quebrar paradigmas e mostrar ao mundo que devemos aceitar sim, as diferenças, ser tolerantes com a diversidade, entender e não julgar aquilo que não conhecemos. O caminho pode ser longo, mas com certeza não será mais o mesmo depois de você.
A paternidade é livre de qualquer padrão, de qualquer critério imposto pela sociedade, filho deve ser aceito na sua totalidade, na sua integral condição de vida, independentemente de sua orientação sexual.
Como diria o poeta Cazuza, "O tempo não para, não para, não, não para", e filho crescido não cabe mais aos pais educar. Sendo assim, aqui ou lá, torço por você, Lea.
Menino ou menina, Leandro ou Lea, não importa mais, sempre serei seu pai e você, orgulhosamente, um pedaço de mim.
(If there's nothing missing in her life
then why do these tears come at night?).

Ah, Britney.
A realidade é coisa delicada,
de se pegar com as pontas dos dedos.

Um gesto mais brutal, e pronto: o nada.
A qualquer hora pode advir o fim.
O mais terrível de todos os medos.

Mas, felizmente, não é bem assim.
Há uma saída – falar, falar muito.
São as palavras que suportam o mundo,
não os ombros. Sem o “porquê”, o sim”,

todos os ombros afundavam juntos.
Basta uma boca aberta (ou um rabisco
num papel) para salvar o universo.
Portanto, meus amigos, eu insisto:
falem se parar. Mesmo sem assunto.

Paulo Henriques Britto.