24.7.07

Olhos não se compram.
De Xico Sá.

Do cinema lindo & phoda de existir e de como uma mulher pode encantar nos detalhes de nós dois. Quando ela pede pra gente virar os olhos ou fechá-los bem fechados. Só enquanto troca a calcinha, vupt, o barulhinho do elástico, mesmo com toda intimidade desse mundo, às vezes intimidade de anos, vale, vale. Só enquanto troca o sutiã, biquíni, parte de cima, ajeita a parte de baixo, areia do doce balanço da beira dos mares, só enquanto tira uma toalha do banho, primeira viagem, só enquanto está lindamente menstruada e quer guardar-se, embora saiba que atravessamos com amor e gosto todo o seu mar vermelho e ainda mais mares aparecessem a cada mês. “Feche os olhos”, diz. “Vira o rosto”, safadeza-se, diva sob seguras telhas. Só para manter o suspense do cinesmascope debaixo do mesmo teto. “Pronto, pode olhar”. Ai ela ressurge mais linda ainda, cabelinhos molhados, com aqueles cremes todos da Lancôme ou com simples sabonetes Dove ou aqueles de nove em cada dez estrelas de Hollywood, Lux, deluxe, eu morro nesses lapsos de tempo, elipses do desejo, frações de segundo que são eternas de olhos fechados para quem meus olhos na terra, que há de comê-los inté os aros dos óculos e as safenas, mais abriram e justificaram seu brilho castanho mesmo em dias de torpor e existência de pára-brisas lusco-fusco.

4 comentários:

Mari disse...

E a saudade? Hm? Como eu faço? Tem que marcar hora ou você está atendendo sem hora marcada quando a saudade está gravíssima?

Mari disse...

Ah! E só você mesmo para colocar 20 pessoas na sala de casa pra ver a final da COPA AMÉRICA! Tem cartaz, essa mulher. Beijos, queridíssima!

Lu disse...
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Lu disse...

Meu último comentário foi censurado pela dona desse blog, que é da turma do deixa-disso e não gosta de briga, mas reitero aqui o que eu tinha escrito: dri, você é legal demais pra se preocupar com gente chata e ranzinza. Beijos, te amo!