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Transcrição de blog alheio. Lá, o título é "Metalinguagem". Aqui, foi mudado para "É por isso que eu escolhi esse homem".

Metalinguagem
É estranho escrever pra um leitor indefinido. Via de regra, uma das primeiras coisas que alguém considera ao escrever é o perfil dos seus leitores e, em seguida, como agradá-los.
No caso de um blog a situação é mais complexa. Ele não funciona como um diário, porque se está publicado é para ser lido. Outras pessoas podem e vão visitá-lo. Essa coisa de "é só pra mim" não existe. Fato.
Ao mesmo tempo, como não se pode ter certeza de quem frequenta o tal blog - por menos frequentadores que ele possa ter -, escrever exige um certo dom de imaginação.
Acho que as coisas se estabilizam da seguinte maneira: quem escreve, escreve como gosta; quem lê, lê o que gosta.

(Minha preocupação em agradar não consegue ser discreta. Que saudades da análise)

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"Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são demais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total". Tem Lacan pra estudar, mas G. Rosa não tá deixando.
Estou viciada nestes contadores de visitas do blog. Se a pessoa entra aqui, por exemplo, de Miami usando o computador de determinada empresa, eles avisam. Se viajou para São Paulo e entra usando um iPad, eles detectam também. É bom saber quem está aqui sempre. Tem os que nunca me viram e passam a gostar de mim pelo que eu posto. Tem os que me odeiam sem nunca ter me visto e entram pra tentar me conhecer (sempre mulheres, porque mulher é expert em não ver e não gostar de outra mulher, que coisa). E tem a grande maioria, que já gosta de mim e vem dizer "oi" e fazer companhia. Eu adoro a tecnologia. E adoro que haja vida por trás dela. Obrigada, contadores de visita! I love you!