9.12.09

Campo de sucatas
Paulo Leminski

Saudade do futuro que não houve
aquele que ia ser nobre e pobre
como é que tudo aquilo pôde
virar esse presente podre
e esse desespero em lata?

pôde sim pôde como pode
tudo aquilo que a gente sempre deixou poder
tanta surpresa pressentida
morrer presa na garganta ferida
raciocínio que acabou em reza
festa que hoje a gente enterra

pode sim pode sempre como toda coisa nossa
que a gente apenas deixa poder que possa

Um comentário:

Créme de la Créme disse...

Ei Dri,

Minha eterna fonte de belas palavras. Tud bem? E eu amo todos os poemas, textos e letras que posta. E que suas férias comecem logo para postar mais coisas belas.Beijoca