2.3.07

Fernando Pessoa (1934)

A ciência, a ciência, a ciência...

Ah, como tudo é nulo e vão!
A pobreza da inteligência
Ante a riqueza da emoção!
Aquela mulher que trabalha

Como uma santa em sacrifício,
Com quanto esforço dado ralha!
Contra o pensar, que é o meu vício!
A ciência!

Como é pobre e nada!
Rico é o que alma dá e tem.
[...]

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