6.11.07

C. D. Andrade

A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.

E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,

entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.

Um comentário:

Gravata disse...

Lendo a lingüística aliteração
Sentindo o sexto sentido do sexo
Notei uma nota, um naco,um nexo
Drummond duvidando da diversão