23.9.04

Os teus pés
Pablo Neruda

Quando não posso contemplar teu rosto, contemplo os teus pés.Teus pés de osso arqueado, teus pequenos pés duros. Eu sei que te sustentam e que teu doce peso sobre eles se ergue. Tua cintura e teus seios, a duplicada púrpura dos teus mamilos, a caixa dos teus olhos que há pouco levantaram vôo, a larga boca de fruta, tua rubra cabeleira, pequena torre minha. Mas se amo os teus pés é só porque andaram sobre a terra e sobre o vento e sobre a água, até me encontrarem.

Um comentário:

Anônimo disse...

Te amo, Dri.

Esse novo blog é, pra mim, um recomeço muito legal de uma coisa que me marcou demais.

Eu tenho muito orgulho da nossa história. Dela inteira, cada pedaço, cada dia.

Na verdade, eu tenho mesmo é muito orgulho de te ter na minha vida. Sou seu fã (e, por tabela, meu também!).

Seu Fer