13.12.10

Trilha sonora de sessões inesgotáveis de chorinho doído e bom.


Assinado eu (Tiê)

Já faz um tempo que eu queria te escrever um som. Passado o passado, acho que eu mesma esqueci o tom. Mas sinto que eu te devo sempre alguma explicação, parece inaceitável a minha decisão, eu sei.

Da primeira vez, quem sugeriu, eu sei, eu sei, fui eu. Da segunda quem fingiu que não estava ali também fui eu. Mas em toda a história é nossa obrigação saber seguir em frente, seja lá qual direção, eu sei.

Tanta afinidade assim eu sei que só pode ser bom. Mas se é contrário é ruim, pesado e eu não acho bom. Eu fico esperando o dia que você me aceite como amiga, ainda vou te convencer. Eu sei.

E te peço, me perdoa, me desculpa que eu não fui sua namorada, pois fiquei atordoada, faltou o ar, faltou o ar. Me despeço dessa história e concluo: a gente segue a direção que o nosso próprio coração mandar, e foi pra lá, e foi pra lá.

E te peço, me perdoa, me desculpa que eu não fui sua namorada, pois fiquei atordoada de amor. Faltou o ar, faltou o ar. Me despeço dessa história e concluo: a gente segue a direção que o nosso próprio coração mandar. E foi pra lá, e foi pra lá, e foi pra lá.

Um comentário:

Grã disse...

Acima o belo texto sobre a angustiante decisão entre desistir ou persistir, apesar de que muitas vezes não ser uma "decisão" verdadeira sendo apenas uma aposta.
Aqui, esta canção maravilhosa:
Houve um golpe leve mas certeiro revelando toda a fragilidade do "jogador" que ainda se vê avaliando se deve desistir ou prosseguir...
nem nota que está no chão...
que o jogo acabou...
e que ele perdeu.