14.10.08

Manoel de Barros
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O poema é antes de tudo um inutensílio.

Hora de iniciar algum
convém se vestir de roupa de trapo.
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Há quem se jogue debaixo de carro
nos primeiros instantes.
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Faz bem uma janela aberta.
Uma veia aberta.
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Pra mim é uma coisa que serve de nada o poema
Enquanto vida houver
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Ninguém é pai de um poema sem morrer

Um comentário:

Anônimo disse...

Esse a gente morre ssó de ler.
Beijos,
Cris Barreto.